segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

TECNOLOGIA X HOMEM

Hoje trago uma reflexão acerca da interação entre tecnologia e ser humano, como podemos observar não se trata simplesmente de uma relação de dependência de ambos, mas uma relação construída historicamente e reciprocamente. Sabemos que a tecnologia é desenvolvida desde os primeiros hominídeos, ou seja, desde os primeiros passos evolutivos da atual espécie humana a mais de 3 milhões de anos atrás. O fogo pode ser considerado como uma tecnologia que foi e não foi ao mesmo tempo criada pelo homem, mas que desde sua descoberta vem sendo aperfeiçoado no que diz respeito à sua utilização, isto é, a partir da utilização do fogo possibilitou-se a produção de novas ferramentas tecnológicas baseadas em dinâmicas semelhantes.
Contudo a tecnologia atual do século XXI, desenvolveu-se ou iniciou seu processo a partir da Revolução Industrial no século XVIII. Desde então o ser humano contemplou um desenvolvimento absurdo dos meios tecnológicos, novas maneiras de interação e adaptação são criadas quase que todos os dias. Mesmo assim, devido ao modo de produção capitalista vigente e como resultado a globalização, cada vez mais estamos poluindo o meio ambiente, e devido a alienação promovida pelas tendências tecnológicas nos privamos da consciência ambiental.

Com isso, faço uma pergunta: Somos tão capazes de criar numerosas tecnologias para diversos usos, mas porque não conseguimos resolver alguns dos problemas mais críticos da sociedade? Simples, a tecnologia de que estou falando não nos pertence literalmente, isso mesmo! A tecnologia de que você dispõe foi criada por uma pessoa ou por um grupo que na intencionalidade tinha como objetivo a resolução de algum problema especifico (comunicação), pesquisa (experiências) ou simplesmente para disponibilizar no mercado como produto para qualquer um consumir. Desta forma, os aparelhos eletrodomésticos e tantas outras tecnologias usadas pela humanidade, não dizem respeito literal a humanidade, mas a um grupo de seres humanos. O problema está na apropriação daquilo que não nos pertence, e devido a isso constrói-se uma designificação dos valores e morais construídos socialmente dentro de uma população.

Então, muitos dos problemas ambientais que enfrentamos na atualidade dizem respeito a este processo de apropriação de tecnologias baratas que tem como exclusiva função disseminar as ideologias de grupos econômicos e empresarias, para que assim se mantenham no poder do modo de produção capitalista. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Qual é sua (cosmo)visão?
Clóvis de Barros Filho
"O mundo e a percepção do mundo. Muita gente acha que o mundo é grande e a percepção é um recorte, e ai agente vai recortando os mundos a cada segundo, e a cada segundo o mundo se apresenta para nós numa certa, numa janela, numa certa imagem. E aí é claro que como ninguém está no lugar que estamos, o mundo acaba ficando um pra cada um, porque num certo instante, ninguém vê a mesma coisa que o outro. Até quando conversamos assim, o mundo pra você sou eu e o mundo pra mim é você, nenhuma coincidência. Então a única pergunta é: como ter certeza que estamos no mesmo mundo? Se cada um vê uma coisa, se cada um sente uma coisa, se cada um percebe um mundo diferente?..."

Este texto transcrito de um vídeo  do canal Saber Filosófico e diz respeito a uma das muitas reflexões realizadas pelo filosofo Clóvis de Barros Filho docente doutor pela USP, neste trecho podemos perceber o significados das cosmovisões construídas por cada indivíduo na sua coletividade em sociedade. Desta forma, enquanto educadores ambientais devemos situar os diferentes tipos de cosmovisões e alicerçá-las de forma a constituir a construção crítica do indivíduo para que desta forma não cometamos o erro de formar um ser humano voltado ideologicamente ao modo de produção capitalista.

Link para o vídeo

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Reflexões sobre a educação Ambiental: Charges


A imagem presente nesta charge possibilita uma reflexão acerca do sentido real da evolução biológica das espécies. Até que ponto podemos afirmar que existe de fato um sentido para a evolução, isto é, dizer que todo o processo evolutivo das espécies consiste em um resultado pré-definido metafisicamente (além do ser) significa dizer que toda a teoria proposta por Charles Darwin vai por água abaixo. Desta forma, evolução biológica nada mais é do que a seleção de características genotípicas e fenotípicas de uma determinada espécie sem um sentido específico, ou seja, sem uma finalidade proposital. A falsa ideia de que o homem é o resultado final da evolução, favorece entre outras, para a disseminação de ideologias baratas, nesta disseminação alguns dos principais problemas relacionados, principalmente com a formação humana, com base na conscientização para o conservação da vida terrestre. Portanto, as bases do conhecimento da educação ambiental favorecem a criação das atitudes críticas necessárias para disseminar os preceitos de uma ética ambiental.

Postem nos comentários suas opiniões/críticas com respeito a este texto!

 
Este material foi lançado em 2007 pela UNESCO, foi elaborado a partir da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) – Ministério da Educação. O material está constituído por estudos dos principais pesquisadores, pertinentes na área de educação ambiental, e por esta forma consta de algumas das principais ideias voltadas para o contexto escolar. Indico este material para quem está elaborando materiais para apresentação em seminários, palestras ou trabalhos de aula, mas principalmente com referencial teórico para àqueles que estiverem elaborando estudos mais aprofundados.